Há muitos quilômetros dali, um vulto preto passa
por detrás de um Fiat estacionado em frente à casa do prefeito. A noite é breu,
o vulto confere a hora no mostrador digital no relógio de pulso. Os números
vermelho-florescentes marcam meia-noite e um. Está com insônia senhor prefeito? Ou ainda tá comendo sua coroa? O
vulto olha para a única janela acesa na casa de dois andares, depois para os
dois lados da estrada que se estende sumindo de vista na escuridão.
As casas da vizinhança estão
adormecidas, tudo calado. Os ventos do Outono sopram gelados entre as árvores. Noite linda, aprova o vulto olhando a
escuridão silenciosa com gosto.
Meia
hora se passa, a luz da janela apaga e os dentes brancos da figura escura são
expostos em um sorriso malicioso. Está cansado de esperar, mas é cauteloso, vigia
a casa por mais meia hora, nenhum movimento. Leva uma mão ao bolso, pega o
canivete, na outra a arma em punho.
Vamos lá! Sente a
excitação que o toma em situações como essa, será rápido e objetivo, como
sempre.










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